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Super
Das capitais
Ele voa comum
Escapando
Da realidade
Para a matéria comercial (...)
Não é feito de atitudes
Mas de instintos
(Espero que as flores tenham servido
Flores não são enfeite
Não são para o centro da sala
São para expectativa)
Neo-homem
A venda
Olhos supremos
De fogo
Queimados
Que julgam
e esquecem
justiça
tem que ter
boa memória
surge um novo homem
neo-homem
de vitrines
padrão
(disseram que isso evita a bagunça...)
Sua efígie num computador
E numa senha
Mostra o valor
Da modernidade
E os super poderes
De homens editados
(disseram pra eu ser mais egoísta
Mas ainda não concordo
Em comprar flores
E dizer que são presente!)
(abre parêntese
Fecha parêntese)
O que não serve:lixo é (?)
O que serve:agora só pra si (?)
Consigo
Eu contigo
Neo-homem
Não é assim
Coração serpentário
E de jardim
Neo-homem editado
O amor em sincretismo
E reprodução mínima
(pois hoje em dia
A noite é fria)
E quente
Não se deve correr riscos
Nem um diamante
Neo-homem-mulher-efetivado
O computador não reconhece poesia minha gente (gente flor)
Veja que o neo-homem o programou para corrigir meus erros
Gramaticais
Meus erros
Gramaticais
Não são erros poéticos
Ó máquina criada
Máquina não-criativa!
E o sinal-da-cruz ritualístico
Neo-homem simpático
A Deus e ao diabo
Acordos
Acordo não-acordado
Mais uma vez em seu terno estático
Define o futuro do ego hermético
(e a gente flor,acha isso patético)
Mas se o neo-homem
Quiser se poetar
As flores ainda estão aí...
Neo flores
A antigos românticos do eco poético...
Ana Clara Dias e Noites
